Mudar(ças)

Mudar(ças)

4 de novembro de 2018 2 Por

Por Ricardo Marinho

 

Estava mais uma vez insatisfeito

com aquela vida mesquinha

sem aquelas transformações baratas.

Decidi assim,

mudar como um estalo.

Não de roupa

cabelo

ou qualquer jubilâncias sociais que as pessoas mudam quando se sentem vazias.

Eu resolvi foi mudar o meu olhar:

aquela ótica que deposito no mundo,

no meu mundo,

e como essa luz reflete no outro.

Percebi

a cada dia

mudanças em meus afetos

desafetos

e como eu olhava para as coisas.

Não quero aqui escrever o conto de auto ajuda que ensina o caminho ou te dá as respostas.

O que quero dizer é que mudei, simplesmente mudei.

mudei minha forma de olhar

interpretar

e com isso, tudo em minha volta mudou.

Milagre? Magia?

Não pausei aqui para nomear

descrevo em palavras o meu sentir.

Sabe os dias cinzas

eles não sumirão não.

Se fosse assim, seria a tal mágica supracitada.

Eles estão cá aqui, agora. Como velhos amigos que não nos abandonam.

Mas estão tão fracos.

Devem tá se perguntando o porquê…

Eu apenas os pego

dou uma volta

e tais dias cinzas começam a fica levin

que chego a imaginar eles azuis como o mar.

Ah, que saudade do mar.

É descobrir esse empoderamento em mim.

meu próprio me empoderar.

Pensando em Espinoza seria descobrir a minha potência.

E que eu me torne cada vez mais potente diante das des-potências.

Por que o viver é se angustiar

e tô aqui para transformar o meu murchar em flor.